terça-feira, 21 de outubro de 2014

De Flor à Borboleta

Com tanta correria, o prazer de escrever tem ficado um pouco de lado.
Mas, nesse mês tão especial, faz-se necessário que eu passe por aqui para mais uma vez me emocionar.
Hoje já não sinto mais dor, nem responsabilidade.
Não sinto mais culpa, nem me encho de sentimentos que não são os meus.
Meu, é o sentimento da saudade.
Saudade de tempos felizes com Ela.
Hoje sou feliz sem Ela. Não há o que sofrer.

Tempo de RECORDAR E REVIVER.

Ouvir musicas que me transportam no tempo.
Sentir cheiros que me remetem até deliciosas memórias.
Revisitar lugares onde andamos de mãos dadas, tomamos sol e muita cerveja.
Sim, eramos companheiras de cerveja, vinho, keep coller.
Faz 3 anos que Mamãe partiu dessa esfera para se aproximar ainda mais do amor de Deus.
Faz 3 anos que ela cumpriu sua missão conosco.
Faz 3 anos que ela se soltou das amarras da dor.
Faz 3 anos que ela se foi para continuar a sua jornada.
Faz 3 anos que ela se tornou o que ela precisava se tornar, Luz, Inspiração e Referencia.


Por aqui flor.
Por lá borboleta.

Saudade.



quinta-feira, 10 de julho de 2014

Amores & Amores - Maria Queiroz

Nesse mundo de tanto corre corre  e tão pouco tempo destinado para ler coisas interessantes, mas vale a pena.
Um texto incrível indicado pela querida Eliana Pessoa.
Identificando e excluindo as pessoas assim da minha vida.

Reflitam,refuguem esse tipo de situação.
Leiam,compartilhem para seus amigos que as vezes estão vivenciando algo assim.
O perigo da perversidade é que ela é muito sutil. Um ser perverso jamais te atacará diretamente. Ele vai saborear cada silêncio calculado para despertar sua agonia. Ele vai tentar tolher seus lugares íntimos até que não reste qualquer espaço para manobras. Ele vai te seduzir da maneira mais irresistível e depois te tratar com um descaso inexplicável, como se algo de errado tivesse acontecido, mas sem te dar quaisquer indícios do que possa ter acontecido. Ele será carismático com os outros, prestativo, mas demonstrará impaciência em responder à sua mais simples pergunta. Ele vai oscilar entre o tesão e a indiferença. Você se sentirá desejada quando o sufoco tiver tomado toda a sua alma e, totalmente desamparada quando o desejo demonstrado parecer esvaído nos primeiros suspiros da manhã. E o dia seguinte se tornará um longo e agonizante ano. Ele parecerá espirituoso, depois irônico, mas estará sendo absurdamente crítico e sarcástico. E te deixará tão confusa que você, por momentos, não saberá identificar a crueldade que há neste tipo de comportamento. Os perversos são viciados em jogos de poder e controle. Não sabem o porquê. Simplesmente precisam tentar te destituir da sua autoconfiança e autoestima até que você se torne refém, dependente, à beira do desespero.
É muito difícil identificar um ser perverso e, depois se livrar dele. Ele te tratará com uma bipolaridade emocional absoluta. E quando tudo parecer perdido, quando você tiver decidido de maneira explícita sua escolha por um afastamento ou desligamento da relação, ele te rondará da maneira mais amorosa possível tentando te convencer que a falta de sintonia anterior era um problema seu.
O perigo da perversidade é porque ela é muito sutil. E o único antídoto para se curar de uma relação doentia como esta é reunir toda a coragem que você jamais imaginou ter e partir com toda a convicção de que você não precisa continuar neste campo minado. Você pode escolher um lugar de paz. Você pode não ser presa de um predador voraz. Você não precisa se vestir de sangue para alimentar estes vampiros.
Esteja atenta. O perverso sempre parecerá um ser inofensivo e carismático. Com os outros. Apenas com os outros. E isto te deixará com uma imensa vontade de conquistar aquilo que ele fará questão de demonstrar que não está disponível para você."
Marla de Queiroz

terça-feira, 1 de julho de 2014

"Coisas de que não preciso para ser feliz" - Por Frei Beto

Oi, faz tempo que não apareço por aqui.
São tantas coisas acontecendo simultaneamente, que não consigo racionar para produzir um texto que tenha sentido. Rs...coisas da vida né.
Recebi esse texto da Mamaji Wanda.
 Ela é uma prima muito querida da minha mãe.
Não tivemos convivência durante os anos que se passaram, mas estamos tentando tirar o atraso.
Ela é uma pessoa pra lá de especial.
E esse texto é muito interessante, uma parada quase obrigatória nesses dias de tanto consumismo.
Aqui vai ele:

"Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. 
 
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.
 
Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.
 
Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
 
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:
 
'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'.
 
Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'.
 
'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'
 
'Que tanta coisa?', perguntei.
 
'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa degarota robotizada.
 
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!
 
 
 
Estamos construindo super-homens e super  mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados.
 
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
 
Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!'
 
Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
 
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
 
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se  apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
 
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,  usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!'
 
O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba  precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
 
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental  três requisitos são indispensáveis: amizades,  autoestima, ausência de estresse. Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.
 
Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
 
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...
 
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald...
 
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:... "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!! "
 Frei Beto


Nos vemos em breve pessoal.

terça-feira, 25 de março de 2014

Eu sou Você amanhã

Sou daquelas que tem uma grande dificuldade de reconhecer os traços dos pais nos filhos.
Dificilmente acho parecido, e nem é pra ser do contra, é porque não acho mesmo.
Mas, conforme a criança cresce, torna-se quase impossível que esse pequeno não se assemelhe aos seus, seja fisicamente, ou em atitude.
Impossível não termos em nós o que nossos pais tem, olhos, bocas e traços iguais.
Impossível não agir, mesmo sem intenção, como nossos pais agem. Não percebemos, mas agimos exatamente como eles.
Nos dias de hoje, por muitas vezes ouço:
-Como é parecida com seu pai...Sou tão difícil e deliciosa quanto ele.
-Como é parecida com sua mãe. Sou tão perfeccionista e transbordante em bom humor com a vida, como ela era.
Mas uma coisa realmente é fato, já ouvi muito, e em muito lugar, como sou parecida com essa ou aquela pessoa.
Sou do tipo que tem rosto e formas comuns, logo, sou parecida com todo mundo..rsrs...
Mas impressionante mesmo, é essa foto?!

Quem me conhece, não tem como não me ver nela.
Quem conheceu Mamãe, não tem como não reconhecê-la..
E, por quantas vezes nos sentamos nessa mesma posição, nessa mesma confidência e cumplicidade.
Se Mamãe houvesse envelhecido, seria assim.
E eu continuarei assim por um bom e longo tempo.
Essa foto somos Eu e Ela amanhã.
As que tiverem o prazer de serem as moças reais da foto, que sejam tão almas, como nós fomos.
E peço perdão por apropriação indevida,  mas, desde então, torno-me um pouco dona dessa imagem tão maravilhosa.
Saudade

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Turbilhão

Dentro de mim tem um turbilhão.
Nos meus sonhos tem uma multidão.
A cabeça anda agitada, os sentimentos andam poluídos.
Parece que me encontro em pleno congestionamento em feriado prolongado.
É emoção que quer ir pra um lado;
É sentimento que corre pro outro;
E não encontro resposta ou mesmo razão para tudo isso.
A TPM esse mês fez um estrago.
Estragou minha pele, meu humor e meu corpo.
Estou tentando me controlar, mas as vezes é difícil.
As vezes as lagrimas correm soltas, como se fossem chuva no congestionamento. E o transito que já era complicado, ficou caótico.
Já recitei mantra, já admirei a paisagem. Mas hoje, e só por hoje, nada conseguiu aquietar a minha mente.
Peço aos céus, aos Deuses que não seja um pré anuncio.
Que a boa vida e a calmaria se estendam por mais um pouco.
E que essa danada dessa TPM vá se embora.



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Madrinha

Madrinha é a substituta da Mãe, ainda bem que eu tive o grande prazer de tê-la como segunda mãe antes mesmo da minha original partir. Madrinha é nome de honra, é titulo de nobreza. Merece reverencia, respeito e gratidão...Madrinha querida, que seja a titular por toda essa vida e todas as outras que estiverem por vir, pois já pedi pro Papai do Céu te incluir na lista das pessoas que quero ter o prazer de ter por perto, seja para acudir, para amar e mais ainda compartilhar. Obrigado por compartilhar essa vida tão especial comigo.

TE AMO. FELIZ DIA

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014