quarta-feira, 23 de março de 2011

Juventude, família, trabalho, família

Hoje enraizei um papo com um professor, que deveria ter tido o prazer de lecionar a 15 anos, pois tem em suas veias o dom dos professores daquela época.


Época em que nossos professores eram deuses e exemplos do que queríamos tornar-nos quando crescêssemos.

Mas infelizmente, as coisas mudaram.

Os professores já não são mais os mesmos.

O ensino também mudou, e olha que a ditadura, já foi tarde.

Mas, de mais a mais o caso é que a juventude já não é mais a mesma.

Sou de um tempo que estágio, era a porta da felicidade para ingressar no mundo dos adultos.

Estágio significava ter a oportunidade de mostrar que éramos capazes de fazer muito, por muito pouco e depois de muito esforço, valer a tão sonhada efetivação e ter a carteira profissional carimbada.

Estar empregado com tão tenra idade, era mais que obrigatório, pois como dizem os mais velhos:

-"O trabalho, enobrece o homem".

Se bem que, pelo que temos visto esse valor não é mais tão importante.

Hoje em dia, muito mais por um problema de estrutura familiar,os nossos jovens estão quando mais velhos de idade e nem tão maduros assim, tendo grandes problemas em enfrentar o tão sonhado mercado de trabalho e a vida de adulto.

Foram os pais que pelos motivos mais diversos, que aqui não vem ao caso, e que por deficiência em não conseguir cobrar, ou até mesmo por não quererem que seus filhos passassem pela mesmas dificuldades em iniciar a vida adulta, que lhes camuflaram o que seria de fato ser gente grande, o que de fato seria ter suas próprias responsabilidades.

Muitos pais privaram seus filhos do mercado de trabalho precoce, garantindo estudos, viagens internacionais, bagagem cultural. Mas se esqueceram que somente o trabalho pode nos dar a experiência de lidar com as situações adversas, pessoas não tão legais, e ter jogo de cintura para enfrentar o mundão afora.

Muitos de nossos jovens estão vivendo hoje como maridos, pais e mãe a dificuldade de constitui-se como família, simplesmente por tardiamente ter saído do ninho familiar.

Por não ter precocemente enfrentado as labutas e dificuldades diárias que só um trabalho é capaz de nos oferecer.

Falo tudo isso com conhecimento de causa, em dezembro agora, farei 15 anos de profissão.

Há 15 anos trabalho fora, tendo trabalhado nos mais diversos lugares, e tenho o grande prazer de sentir-me realizada como profissional tendo apenas 30 anos de idade.

15 anos depois, sinto-me preparada para enfrentar qualquer tipo de trabalho, usei o meu próprio trabalho para conseguir outras oportunidades profissionais melhores.

Hoje me sinto preparada para encarar outra etapa da vida. Ser Mãe.

Sinto-me preparada para lidar com as adversidades que podem surgir para que eu seja uma mãe moderna, daquelas que trabalha fora, cuida dos filhos, casa, marido, entre outras coisinhas mais.

Sinto-me preparada para dar aos meus filhos a base para que se tornem pessoas boas, que lutem pelos seus ideais, sem sentir-me culpada de um dia cobrar-lhes que arrumem um emprego, sem sentir-me culpada em exigir que tirem boas notas.

Pois hoje tenho certeza, quero que meus filhos sejam como meus pais nos fizeram.

Pessoas que aprenderam num seio de amor que "O trabalho enobrece o homem".

Sem traumas, sem dores, e com muito apoio.

Um comentário:

Josy disse...

Oi Cucla, obrigada por me seguir...
Adorei seu post de hoje e concordo com tudo o que voce disse, os jovens de hoje são poupados de ingressar no trabalho por receio do pais, que as vezes não percebem que estão tirando o direito de fazer de seus filhos homens e mulheres corajosos o suficiente pra enfrentar o mundo lá fora que não é lá muito bonito, minha filha também começou em seu primeiro trabalho com 15 anos e hoje me agradece, e eu não sinto nenhum remorso porisso, pois sei que eu mesma abri muitas portas pra ela seguir seu caminho.Parabéns pelo post e se empenhe em sua nova prioridade agora que é o de ser mãe. bjos minha querida fique com Deus.